Heróis não deviam envelhecer

Este post eu publiquei originalmente no dia 1° de Outubro de 2008, em outro blog que eu tinha. Sinceramente não me lembrava de ter feito back-up das postagens de lá, então fiquei feliz ao topar por acidente com um arquivo contendo todas elas, então decidi repostar esta, que foi uma de minhas favoritas, além de achar interessante como mudei - ou aperfeiçoei - minha maneira de escrever em pouco mais de uma no.

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Não, não deviam.

Nunca me dei bem com heróis que um dia envelheceram, talvez por que, sendo eles heróis, tenha imaginado que eram eternos, ou eternamente jovens, mas vê-los velhos não é fácil.

Minha primeira desilusão nesse sentido foi quando li O Menino Maluquinho, do Ziraldo. Como livro é perfeito, clássico absoluto, porém me deprimiu bastante o final, com o menino ficando adulto. Podem até dizer que esta é a ordem natural das coisas, mas e daí?

Pensem bem. Vocês achariam alguma graça num livro chamado "O Menino Maluquinho Agora Adulto", ou "O Ex-Menino Maluquinho", ou ainda "O Adulto Responsável pois Agora tem Família, mas que um dia já foi um Menino Maluquinho"? Eu não. A graça estava em ele ser um menino como eu (na época) e arteiro, mas ele foi crescer e me pôs em crise.

Mas o Ziraldo é fera nisso.Ele conseguiu me deprimir outras vezes, como em Flictz, não esqueço aquele final redentor "A Lua é flictz", ou para ilustrar melhor, com o também excelente "Uma Professora Muito Maluquinha". Quando este livro foi lançado eu devia ter uns dez  anos, mas só tive um exemplar em mãos aos  18 (e o li sem problemas, as obras de Ziraldo não têm idade). Ele é quase tão bom quanto O Menino Maluquinho, mas com um "fator deprimência" muito maior.Envelhcer a professora e seus alunos, e a recusa de um deles em vê-la na velhice mexeu comigo. Confesso que chorei. Ziraldo é foda e ponto. Se me perguntassem quem é o maior assassino de heróis da história diria sem pestanejar que é o Ziraldo.

No entanto, a culpa não é só do Ziraldo, então o problema não acaba aqui.

Me lembro do dia em que me abriram os olhos e me disseram que o Chaves não era criança. Pode parecer ridículo, mas eu, criança, acreditava que o Chaves era tão criança quanto eu. Minha mãe foi a responsável por eu saber a verdade. Não digo que ele tenha perdido totalmente seu brilho apartir daí, mas ele não suportou envelhecer tantos anos em tão pouco tempo, e caiu um degrau na minha preferência, ficando atrás de Chapolim.

Um outro exemplo clássico é Rambo. Rambo não devia envelhecer, afinal ele se embrenha na mata, vai ao Afeganistão, salva os inocentes e, de quebra, sutura os próprios ferimentos. Mas então vem o idiota do Stallone (que só foi perfeito uma vez na vida, em Rocky) e decide filmar Rambo IV. O filme até que é bom, tem uma boa dose de ação, mas o Rambo tá um caco: velho, acima do peso e desfigurado. Não que eu ligue para essas coisas, mas ele é um herói, e como tal deveria ser forte para que os cidadão indefesos se sintam protegidos. Pouco importa se usam uma cueca sobre a roupa, se forem fortes o suficiente nós, os indefesos,  nem vamos ligar.

E o Stallone não é idiota uma vez só, ele é grande demais pra isso. Antes de trucidar Rambo, ele ferrou Rocky. Justo Rocky, o lutador meio paspalho que conquistou o mundo e, até hoje influencia milhares de pessoas ao redor do mundo a praticarem boxe. Mais um herói "pro" saco.

Quem leu O Grande Mentecapto também deve ter sentido o envelhecimento de Viramundo, mas ao menos foi um envelhecimento simpático, e o tempo só fez aumentar suas qualidades, mas não escapou das garras do fim. Prefiro ele criança, parando um trem no peito.

Até mesmo o Super Homem morreu, ressuscitou e morrerá de novo conforme for a vontade da DC.

Dos meus heróis que restaram, temo por eles.

Pensando melhor, creio que o Ziraldo não é o maior assassino de herois que existe, ele ainda perde para o tempo, mas o tempo é um adversário hours concours, todos nós perderemos definitavemte para ele um dia.

De qualqer modo meus herois estão velhos. E eu? Eu que não sou heroi?

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Promoção – O Silmarillion

A bem da verdade era para eu ter lançado uma promoção no mês de aniversário do blog, mas, como estava às voltas com minha monografia, fiquei receoso de que não desse conta do recado e algo saísse errado, então somente agora darei o primeiro presente aos leitores aqui do blog.

Promoção

Para presentear meus queridos e inteligentes leitores, escolhi um livro de um de meus autores preferidos, JRR Tolkien, criador de toda a mitologia da Terra Média. Nada mais justo que dar de presente O Silmarillion, livro que narra muitas das lendas que foram vistas na trilogia do anel.
“O Silmarillion, publicado quatro anos após o falecimento de seu autor, é um relato dos Dias Antigos, a Primeira Era do Mundo. Em O Senhor dos Anéis, foram narrados os grandes eventos do final da Terceira Era; as histórias de O Silmarillion, no entanto, são lendas derivadas de um passado muito mais remoto, quando Morgoth, o primeiro Senhor do Escuro, habitava a Terra-média, e os altos elfos guerrearam com ele pela recuperação das Silmarils.”
É verdade que O Silmarillion está sendo vendido baratinho no Submarino, mas o presente, acreditem, é de coração. E para concorrer é muito simples, basta atender aos requisitos a seguir:
  1. Receber as atualizações do blog via e-mail – se ainda não recebe, insira seu e-mail no box “Receba no seu e-mail” ao lado e confirme sua inscrição;
  2. Deixar um comentário neste post até o dia 28 de fevereiro dizendo que quer participar.

O sorteio será realizado utilizando o site Random.org no dia 1º de março, e funcionará da seguinte forma: cada comentário de uma mesma pessoa ganhará um número de participação, assim, o primeiro a comentar será o nº1, o segundo o nº 2, e por aí vai. No mesmo dia entrarei em contato com o ganhador, que não terá nenhuma despesa com o envio do livro.

É importante destacar que:
  1. A postagem do comentário dizendo que “quer participar do sorteio” é sinal inequívoco de que está de acordo com as regras da promoção;
  2. A divulgação do resultado será feita no dia 2 de março, neste blog;
  3. Que o sorteado deverá fornecer um endereço de entrega em até 7 dias a contar da data do sorteio, caso contrário ocorrerá novo sorteio.
Aqueles que possuírem um blog e colaborarem divulgando o banner da promoção na sidebar do mesmo, ganhará mais 2 números para o sorteio, bastando deixar um comentário neste post avisando que está divulgando o banner.

::Copie o código referente ao banner no box correspondente e cole na sidebar do blog::

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Os números extras para aqueles que colaborarem divulgando a promoção em um blog serão contados a partir do último número que se refira a um comentário de participação, e obedecerão a ordem de confirmação da divulgação.

Parece complicado mas não é. Por exemplo, se tivermos 50 participações por e-mail, e 1 divulgação em um blog, teremos cupons de 1 a 50 para os assinantes via e-mail, e de 51 a 52 para os que fizerem divulgação.

Muito obrigado a quem participar, e boa sorte a todos!

UPDATE: Para simplificar, indicarei também nos comentários o número de cada um.

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O Churchill de cá

Se existe uma regra no mercado é a de que um grande sucesso ofusca a concorrência. É como se você tentasse ver um pássaro que passa voando em frente ao sol.

E o mundo está repleto de exemplos que mostram como o mercado é ingrato: todo o mundo reverencia Michael Jackson desde os anos 70, mas quem ainda se lembra de Billy Ocean? Quantos livros você já leu de Charles Dickens? E de Thackeray? E quanto tempo você leva para se lembrar de um contemporâneo de Shakespeare? Um grande nome faz com que, inevitavelmente, esqueçamos de outro. A própria filha de Thackeray sugeriu ao pai que escrevesse como o Sr. Dickens!

Mas, se as coisas já ficam difíceis quando um alcança maior notoriedade que o outro, o que dizer quando possuem o mesmo nome e sobrenome? Isto se deu com Winston Churchill, o estadista britânico, e Winston Churchill, o escritor norte-americano.

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Winston Churchill, novelista norte-americano.

No artigo A Tale of Two Winstons, publicado no The Book Bench – se ainda não lê não sabe o que está perdendo – discute-se como duas pessoas com o mesmo nome, contemporâneos e notórios acabaram da forma como acabaram, um “um titã da história contemporânea - o primeiro-ministro na hora mais escura da Inglaterra - enquanto o outro continua a ser pouco mais do que uma de suas notas de rodapé.” [1]

Tudo começou com o sucesso do livro The Crisis, do Churchill de cá, que até hoje, estima-se, vendeu cerca de 1,2 milhões de exemplares, e que chegou a ser creditado como do estadista britânico – o Churchill de lá –sendo que, segundo Warren Hollrah [1], mesmo nos dias de hoje o engano ocorre em sites de grandes livrarias, como a Amazon, que atribuem ao britânico obras do americano. O Churchill de lá chegou a profetizar para o de cá que havia o risco de que as obras deste, no futuro, fossem atribuídas àquele, em muitas das cartas que trocaram entre si.

O interessante é que, apesar de, no campo das artes, o Churchill americano ter alcançado um sucesso estrondosamente maior [UPDATE: conforme se pode ver no comentário da Luma logo abaixo, o Churchill britânico ganhou o Nobel de Literatura em 1953, então devo afirmar que o Churchill americano fez um sucesso estrondoso de público, mas o britânio levou o Nobel. Ao que parece, o Churchill de cá parou de escrever na mesma época em que o de lá começou a ganhar notoriedade, o que pode ter contribuído para seu esquecimento], o Churchill britânico é o mais lembrado.

Não vou entrar no mérito de discutir o que é mais importante, a política ou a literatura, até por quê minha escolha seria um tanto quanto óbvia, e como este blog não fala de política, o que me importa é o Churchill de cá, que a história tratou de jogar no fundo do mais fundo e esquecido baú, mesmo vendendo milhões de livros no século retrasado .
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Mais sobre a relação dos dois Churchills no post original do The Book Bench, e no Folton Sun [1].

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As Crônicas de Nárnia – O Sobrinho do Mago

O Sobrinho do Mago,  é o sexto e penúltimo livro da série, seguindo-se a ordem de publicação, porém é o primeiro na ordem cronológica [1] , e foi lançado originalmente em 1955.

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Na verdade estou lendo a edição de volume único, publicada pela Martins Fontes, que segue a ordem cronológica dos livros, o que tanto pode ser uma maravilha quanto um grande problema. Pessoalmente, preferiria que tivessem respeitado a ordem de publicação dos mesmos, pois se seguimos cronologicamente, apesar de facilitar bastante o entendimento, nos priva de algumas surpresas e questionamentos, como, por exemplo, a inevitável pergunta sobre como ou de onde Nárnia surgiu. Neste caso, temos a resposta logo no primeiro livro.

No entanto, isso pode ser considerado um mero detalhe e não ofusca a grandiosidade que Nárnia tem. É preciso deixar claro que, ao menos para mim, não devemos compará-la a O Senhor dos Anéis, pois desde o começo da leitura percebe-se que a obra de Lewis foca em um público mais jovem, que busca uma leitura mais descompromissada, sem a avalanche de detalhes que a famosa trilogia possui, em grande parte porque Lewis não possui o dom de guia turístico que Tolkien possuía – e não me apedrejem, isso foi um elogio! – o que o permitia escrever páginas e páginas de descrições de paisagens de tirar o fôlego.

Voltando ao livro, O Sobrinho do Mago conta como Nárnia foi criada, quem é Aslam e como os filhos de Adão e as filhas de Eva foram parar lá. Também vemos qual a origem da feiticeira, e ficamos sabendo que o mal existiu desde os primórdios daquela terra, cabendo a quem o causou tratar de expurgá-lo, pois a vida não é fácil nem mesmo nos reinos de fantasia.

Nárnia traz uma leitura fácil, empolgante, e nos leva em uma viajem a um mundo rico em vida e fantasia. Veremos onde O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa vai me levar.

[1] Wikipédia.pt

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O 3º Travesseiro

O Terceiro Travesseiro conta a história de dois amigos que são apenas amigos até que um deles resolve se declarar ao outro. A partir daí temos nuances de novela mexicana com sonhos adolescentes e duvidoso gosto culinário.

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Tomei conhecimento da existência do livro através deste post do O Que Elas Estão Lendo, intrigado resolvi ler.

Escrito por Nelson Luiz de Carvalho, o livro navega em mares de superficialidade, e, por muitas e muitas vezes, naufraga. Tudo soa irreal, parece um sonho adolescente – gay. E talvez seja. Nada convence ou faz sentido, o que só piora com a chegada do terceiro travesseiro, leia-se uma garota numa relação homossexual, que transa com ambos, que também transam com ambos e assim vai. É o sistema um por todos e todos por um.

Por mais que possa parecer preconceituoso, velhaco, quadrado ou sei lá o  quê, não consigo digerir, e nem acredito que as coisas aconteçam daquela forma. Lembram quando disse que era uma “novela mexicana com sonhos adolescentes”? Pois é: no decorrer da história vemos a viagem paga pelo pai de um deles, um relógio caríssimo e o papo cabeça com um primo. – Não, o primo não entra “no esquema”.

Isso porque pouparei vocês dos dotes culinários apesentado pelos dois!

O livro, se escrito de maneira diferente, poderia ter suscitado um debate saudável sobre aceitação da homossexualidade tanto pela família quanto pela sociedade, sem esquecer dos maiores e mais interessados envolvidos nisso tudo – os adolescentes homossexuais representados pelos dois. Porém o autor optou por chocar, e, definitivamente, não acho que tenha sido o melhor caminho para atrair atenção – apesar de ter vendido muito, mas aqui entramos naquela da relação entre sucesso de público e qualidade, sobre a qual falei aqui.

O que poderia ser uma bela historia de amor, foi reduzida a um livro pseudo-pornô metido a romance. O final pode te emocionar, mas o amor é tão frívolo, e Marcus, um dos personagens, tão fraco, que senti vontade de arremessá-lo na parede.

Pra finalizar, se querem boa literatura com temática homossexual, leiam O Diário do Farol, de Ubaldo, ou Bom Crioulo, de Caminha.

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Violência Gratuita

O que esperar de um filme acerca do qual o ex-presidente americano, George W. Bush afirmou ser “O filme mais terrível que assisti em anos”? Levando em conta a aterrorizante guerra contra o terror de Bush, boa coisa é que não.
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Violência Gratuita (Funny Games U.S.) atinge o status de arte ao mostrar uma dupla de psicopatas extremamente educados, limpos e de aparência tão acima de qualquer suspeita que mães de todo o mundo gostariam de tê-los como genros.

Remake do filme homônimo de 1997, dirigido pelo mesmo Michael Haneke, mostra uma família rumo a uma semana de férias que são feitos reféns pela dupla de psicopatas, que os “convidam” para participar de um jogo, e, sem tirar o sorriso do rosto, começam a atormentar e agredir suas vítimas, dizendo que, na verdade, a culpa é deles, e  se fossem um pouco mais educadas tudo seria mais fácil.

Em um dado momento, questionados pela esposa por que não os matavam de uma vez, respondem simplesmente que não teria a mesma graça; chegam a propor para a esposa que escolha como o marido deve ser morto: a facadas ou com um tiro.

Violência Gratuita tem de ser assistido, uma vez que não se pode descrevê-lo da forma como merece. Tratados de psicologia poderiam ser escritos com base nele, muitos ficarão chocados, dirão que é uma aberração, um zero a esquerda e um produto inútil. Não acho. Apesar de ter sido um fracasso retumbante de público, e, segundo o Metacritic – onde tem nota 41/100 – de crítica, é um filme que te prende sem precisar de efeitos visuais mirabolantes ou óculos 3D. É um filme que se mantém em pontos nos quais todo filme deveria se manter: em atuações convincentes, direção pontual e roteiro brilhante.

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2010

Passada a euforia das festas de fim de ano percebe-se que 2010 começa do mesmo jeito que 2009 terminou. Se não existissem 15 dias de recesso administrativo no meio nem perceberia que algo aconteceu.

Tá, é um pouco de exagero, mas, da mesma forma, é um pouco de exagero que se espere que uma simples mudança de calendário mude profundamente algo. Não mudei em quase nada neste curto período de tempo, exceto que, talvez, tenha engordado um pouco.

Mas começar 2010 com pessimismo não é uma escolha que quero fazer, então vamos pensar positivo.

Primeiramente quero que 2010 seja para este blog um ano melhor que 2009, que por sua vez foi um bom ano, com um aumento do número de leitores e de comentários, e também o ano no qual encontrei "minha forma". E também gostaria que fosse melhor para o Crônicas. No ano passado ele sofreu duramente com a monografia, com enormes hiatos entre os posts, que espero, serão mais frequentes este ano - por falar em posts, este ano já teve o seu por lá.

Por aqui, para começar, mudei o template, e pretendo, ainda esta semana, postar sobre 3 livros que li no ano passado e que ficaram sem um merecido post, são eles: "O Terceiro Travesseiro", "Requiém em Los Angeles" e "O Advogado". Até o dia 15 também teremos a segunda edição do "prestigiado" Melhores & Piores da TV, que teve um bom feedback no ano passado, e que volta agora.

São muitos posts para quem há muito tempo não posta tanto assim. Veremos.


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Feliz Natal

E 2009 está terminado.

Não posso dizer que tenha sido um ano ruim, ao contrário, foi um ano em que muitas das minhas expectativas se concretizaram.Aqui no blog foi um ano produtivo no 1º semestre e meio morno no 2º, graças a monografia que, com razão, já devem estar cheios de tanto que já me viram falar dela.




Para 2010, espero que seja um ano mais uniforme e produtivo, tanto aqui quanto no Crônicas, e, claro, espero ainda merecer a companhia de todos vocês.

Meu muitíssimo obrigado a todos os que passaram por aqui, que dedicaram um pouco de seu tempo a este blog, e que imprimiram nele um pouco de si.

Desejo a todos um Feliz Natal, um Próspero Ano Novo.

Até 2010.

**Update


Tá, eu sou fão do trabalho do Nate Wragg, o desenhista da inusitada árvore de Natal aí do lado, mas esta árvore de Natal feita com livros que foi publicada no The Book Bench me fascinou.


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Imagens: Book Christimas TreeNate Wragg Art and Illustration, 

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Meu amigo secreto

Hoje é dia de amigo secreto por aqui.




Todos sabemos que amigos secretos podem ser uma armadilha feroz - leia-se você pode tirar seu chefe - mas deste amigo secreto proposto pela Vanessa do Fio de Ariadne eu gostei, pois estamos todos "entre iguais".

Do meu sorteado então nem se fala. Conheço a um bom tempo, e já passei muito por lá assim como ele passou por aqui. Sem muito suspense, meu sorteado foi o Marcelo, do Abrazar La Vida.




Cheguei até o blog por meio de uma das blogagens coletivas propostas pela Vanessa, e, como gostei do que encontrei por lá, fui ficando. Não demorou muito e já era um leitor habitual. Primeiramente devo dizer que é um blog muito bem escrito, maduro sem ser chato, e, principalmente muito consciente naquilo e daquilo que "diz".

O título é uma homenagem a uma música do cantor Luís Fonsi, e não poderia ser mais adequado ao blog. Quando o visitamos, nos sentimos abraçados, envolvidos, sentimos, muitas vezes, que o que alí está escrito foi escrito para nós. Mas é um blog que fala alto quando sente que deve, que marca presença, e define e defende opinião, de forma consciente, sem matraquear palavras que são dos outros.

É um blog que te faz pensar, refletir sobre o que leu por um bom tempo, mas que também te faz sorrir. Se ainda não o conhece, não sabe o que está perdendo.

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Um ano

Exatamente um ano atrás este blog nascia sob o nome de Gule Anda. Um nome estranho mas com algum significado, como tentei explicar no post do dia 12 de dezembro de 2008:


Sei que parece estranho, nem tenho muito como explicar o porquê, a não ser a completa indisponibilidade de tudo que tinha na cabeça para pôr como título. O que se seguiu foi que, sem ter a quem recorrer, apelei para o norueguês, e assim nasceu o Gule Anda, ou pato amarelo, o que abriu espaço para a descrição também em norueguês, "Bare en and pä dammen", ou "Apenas mais um pato na lagoa", em bom e velho portugês tupiniquim.

Nascido com um nome desses, e sem uma linha editorial coerente, era de se esperar que não durasse muito tempo, mas naquele 12 de dezembro já sabia o que queria com meu "pato amarelo":

Apesar desta descrição, tinha algumas ambições para o Gule: "Não quero que o Gule Anda seja somente mais um pato na lagoa, quero que ele tenha seu espaço e sua identidade, se possível, que ele voe."

Um ano depois, creio que, se ainda não tem sua identidade definida, está bem perto de conquistá-la. Como já disse em alguns posts, encontrei um norte para este espaço, e de tudo estou fazendo para seguí-lo.

Claro  que houveram tropeços, como posts inúteis (leia-se as listas de mais vendidos aqui, aqui, aqui e aqui) e do sistema de comentários que usava e que simplesmente parou de funcionar direito, fazendo com que voltasse ao sistema nativo do Blogger, e perdesse meus preciosos comentários. E também os templates: foram vários. Alguns não duraram mais que poucos dias, outros chegaram a completar alguns meses de existência, como este aqui. Mas, cá entre nós, já está na hora de mudar.

Mas sem muito blá blá blá, gostaria de citar alguns posts que renderam bons frutos, seja em comentários, seja na satisfação que senti em escrevê-lo.

Só me resta agradecer a todos aqueles que já passaram - e de modo especal aos que ainda passam - e que gastam um pouco de seu tempo para me ler, e aos amigos que fiz neste ano - para saber quem são basta dar uma olhada na coluna ao lado, no Eu Leio. E também a todos os selos que muito me honraram, e que estão muito bem guardados aqui.

Que mais um ano venha.

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Ponto final

Quando acaba fica um vazio.

Esta afirmação é óbvia porém muito estranha. Ansiei enormemente me ver livre da faculdade, de monografia defendida, e pronto para novos rumos, mas agora que conquistei tudo isso me sinto vazio. Me desligar de um ambiente no qual passei 4 anos de minha vida é mais difícil do que imaginava, mesmo com todos os tropeços e problemas que surgiram no caminho, com todas as perocupações e noites mal dormidas.

Cursar uma fauldade foi como arir um filho, e tenho que voltar um pouco no tempo, até a noite de ontem, para abordar - e, assim espero, encerrar -  um assunto que apareceu diversas vezes nos últimos posts aqui do blog: a monografia.

Ontem foi o dia da minha defesa. Fiquei muito nervoso, com medo de que tudo desse errado, mas até que foi bem suave. Falei o que tinha para falar, e até muito mais que o planejado nas considerações finais, dei suporte ao meu colega de mono, assim como ele me suportou e resistimos bravamente à sabatina.

Depois de posto porta afora já estava bem mais leve e com um sentimento de dever cumprido - ainda que não soubesse se bem cumprido, e ao entrar novamente na sala, agora cheia de gente - meus fiéis, intrépidos e inseparáveis companheiros - recebi a melhor notícia de todas. Meu companheiro e eu fomos aprovados com nota máxima: 10. 

Não esperava, jamais, tirar a nota máxima. O trabalho escrito cadê a modéstia estava muito bom, mas a apresentação foi tensa, graças a minha nada louvável dicção de ex-gago, então foi uma grata surpresa.

Creio que meu pai, por tudo que fez, se sentiria orgulhoso. Assim como minha monografia, dedico tudo o que conquistei à ele, que muito fez, mas pouco viu.

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Quase

Finalmente teminei minha monografia. A defesa acontecerá esta semana, mas bem que poderia ser hoje, o quanto antes "ficar livre" melhor.

Semana passada, na quarta, aconteceu a aula da saudade da minha turma, bem "xoxinha" com todo mundo preocupado com o TCC, mas já era de se esperar, ninguém sabia ainda ao certo se seu trabalho seria levado à banca ou não, então tinha um clima estranho no ar, de apreensão.

Semana que vem entramos em recesso por aqui, não vejo a hora, e para variar, este ano teremos duas, e não uma, confraternização. Na terça será com o pessoal da 3ª idade (precisam ver que povo animado), na sexta com o restante do pessoal da prefeitura.

Assim, na sexta 18, lá pelas 22hrs, estarei muito ou mais ou menos feliz. Anseio pela primeira opção. Entre outras coisas, terei ânimo para acabar com estes posts metálicos.

Tá quase acabando....

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Technorati

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"Postizinho" rápido só porque o Technorati quer.

Logo volto ao meu normal, que não é tão normal assim.

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Quase 1

Em 25 dias este blog completa 1 ano.

É interessante. Nunca pensei que duraria tanto, que seria lido, nem que alguém voltaria aqui. Mas aconteceu, e muito me agradou.

Segui por um caminho tortuoso, e as postagens mais antigas comprovam isso: não tinha método, foco ou direção. Algumas vezes me questiono se hoje, quase um ano depois, ele o tem, mas não passa de paranóia minha. No fundo, eu sei, me orgulho do que este espaço se tornou.

Dia 12 de dezembro pretendo escrever uma retrospectiva com os posts que mais gostei, seja de escrever ou do feedback recebido.Até lá continuamos naquela - que já se tornou ladainha - luta para concluir meu TCC.

O tempo está muito bonito no horizonte. E isso me anima.

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Terminei de ler...E agora?

Se existe um problema com os livros é que eles acabam.

E quando isso acontece - e sabemos que sempre , cedo ou tarde, acontece -  nos restam poucas opções, sobre o que fazer com eles, dentre elas, deixar o pobre pegando poeira na estante, doá-lo, emprestá-lo, ou lê-lo novamente.




Pensando nisso, Bruce McCall escreveu o livro “Fifty Things to do with a Book (Now that Reading Is Dead)", no meu bom e velho inglês de rpg: 50 Coisas para se fazer com um livro (Agora que a leitura está morta/terminou). Nele ele dá dicas do que se fazer com um livro quando se termina a leitura, o que cômicamente elimina o dilema que propus acima: o que fazer quando se termina um livro?

Segundo ele você pode:



Fazer um tapete para seu hamster triturando seus livros sobre economia doméstica com aparelhos de cozinha industrial,



Exercitar seus conhecimentos sobre geometria usando uma serra elétrica e os livros do escritor (McCall)




E praticar tiro ao alvo com os livros sobre valores familiares.

Concordo. É pura maldade.

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