Technorati

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"Postizinho" rápido só porque o Technorati quer.

Logo volto ao meu normal, que não é tão normal assim.

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Quase 1

Em 25 dias este blog completa 1 ano.

É interessante. Nunca pensei que duraria tanto, que seria lido, nem que alguém voltaria aqui. Mas aconteceu, e muito me agradou.

Segui por um caminho tortuoso, e as postagens mais antigas comprovam isso: não tinha método, foco ou direção. Algumas vezes me questiono se hoje, quase um ano depois, ele o tem, mas não passa de paranóia minha. No fundo, eu sei, me orgulho do que este espaço se tornou.

Dia 12 de dezembro pretendo escrever uma retrospectiva com os posts que mais gostei, seja de escrever ou do feedback recebido.Até lá continuamos naquela - que já se tornou ladainha - luta para concluir meu TCC.

O tempo está muito bonito no horizonte. E isso me anima.

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Terminei de ler...E agora?

Se existe um problema com os livros é que eles acabam.

E quando isso acontece - e sabemos que sempre , cedo ou tarde, acontece -  nos restam poucas opções, sobre o que fazer com eles, dentre elas, deixar o pobre pegando poeira na estante, doá-lo, emprestá-lo, ou lê-lo novamente.




Pensando nisso, Bruce McCall escreveu o livro “Fifty Things to do with a Book (Now that Reading Is Dead)", no meu bom e velho inglês de rpg: 50 Coisas para se fazer com um livro (Agora que a leitura está morta/terminou). Nele ele dá dicas do que se fazer com um livro quando se termina a leitura, o que cômicamente elimina o dilema que propus acima: o que fazer quando se termina um livro?

Segundo ele você pode:



Fazer um tapete para seu hamster triturando seus livros sobre economia doméstica com aparelhos de cozinha industrial,



Exercitar seus conhecimentos sobre geometria usando uma serra elétrica e os livros do escritor (McCall)




E praticar tiro ao alvo com os livros sobre valores familiares.

Concordo. É pura maldade.

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Mrs. Bush, Clinton e os Karamazov

Considerado uma das maiores obras literárias de todos os tempos, Os Irmãos Karamázov foi escrito por Dostoiévski em 1879. Trata-se de uma narração pormenorizada dos fatos ocorridos numa afastada cidade russa, e gira em torno de um caso de parricídio ocorrido na família. Para Freud, trata-se da “maior obra da história". Ele considerava esse romance, juntamente com Édipo Rei e Hamlet, três importantes livros a respeito do embate pai e filho.



Duas ex primeiras-damas americanas concordam com o mestre da psicanálise.

Em 2001, o The New York Times relatou que a passagem literária favorita de Laura Bush era o "Grande Inquisidor" do romance Os Irmãos Karamazov, de Dostoiévski. “No diálogo com o Inquisidor, Jesus permanece em silêncio, e o capítulo tem dois finais, o primeiro trágico, e o segundo com a vitória para o cristianismo. […] É sobre a vida, e é sobre a morte, e é sobre Cristo," ela disse.
 
Esta semana, Hillary Clinton revelou que o seu favorito também é "Os Irmãos Karamazov." Para ela, o capítulo [d’O Inquisidor] foi uma prova da força da dúvida, não da certeza:  “A parábola do Grande Inquisidor no romance de Dostoievski,” disse ela, “fala sobre os perigos da certeza. […]  Uma das maiores ameaças que enfrentamos é o de pessoas que acreditam que  são absolutas, e que têm razão em tudo."

aspas Será que não pensaste que ele (o Homem) acabaria questionando e renegando até tua imagem e tua verdade se o oprimissem com um fardo tão terrível como o livre arbítrio?
-Trecho de Os Irmãos Karamazov

E Michelle? Será que também lê Dostoiévski?
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Fonte: The Former First Lady As A Literary Device, no The Book Bench.

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Nota - Twitter e blogs no interior paulista

Que o Brasil é uma potência no Twitter todo mundo já sabe. Agora, o Laboratório de Novas Mídias Digitais quer mapear os usuários do interior paulista. Para tanto, lançou no último dia 7 a pesquisa Twitter no Interior Paulista, que visa traçar um perfil destes usuários e seus hábitos de uso.

Segundo Paulo Milreu, da SmartIS, você pode responder a pesquisa até o final da próxima semana ou início da seguinte. O questionário é simples e rápido, e não tomará muito do seu tempo. Caso seja do centro-oeste paulista, colabore e responda à pesquisa neste link.

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Aproveitando o ensejo, você que é do interior já cadastrou seu blog no Blogs do Interior? Ele nada mais é que um diretório de blogs "criado com a idéia de reunir todos os blogs do interior paulista, principalmente no Centro Oeste, para que todos pudessem conhecer e pudessemos fortalecer cada blog. E assim contribuíssemos para a cultura digital no interior." Caso ainda não tenha cadastrado seu blog, é só clicar no link acima e seguir os poucos passos.

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Blog Action Day 2009

Nunca se falou tanto em mudanças climáticas, em grande parte, talvez, por que elas não eram tão aparentes, ou, ao menos, tão perceptíveis.




Em meus tempos de escola, me lembro que a professora de geografia falava de alguns assuntos estranhos como o degelo dos pólos, o fim da água potável e a diminuição da oferta de alimentos. Sinceramente, eu a achava meio louca, mas não era culpa minha, afinal, todo mundo achava o Al Gore meio louco até ele ganhar o Oscar e o Nobel. Parece até que, só então, o mundo acordou.

Nunca se ouviu falar tanto em desastres naturais: maremotos, tsunamis, terremotos, secas onde sempre chovia, alagamento no nordeste, furacões no Brasil. Tudo, segundo os especialistas, advindo da desordem climática que o próprio ser humano se impôs. O famigerado aquecimento global.

Atualmente, temos de conviver com diferentes condições climáticas num único dia: frio pela manhã, calor à tarde, chuva no começo da noite e, novamente o calor. Mas como tudo que é ou está ruim pode piorar, o governo investe bilhões nos chamados combustíveis verdes que, provou-se, poluem - durante seu processo produtivo - mais, ou tanto quanto, os combustíveis fósseis.

Triste é saber que todos estamos conscientes das mudanças pelas quais estamos passando e de quanto as coisas podem piorar num futuro muito próximo, mas, mesmo assim, pouco fazemos para mudar.

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Mais participantes do Blog Action Day 2009 aqui.

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Agatha Christie

Hoje, além de se comemorar o dia da padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, também se comemora o aniversário de um dos maiores escritores de nosso país, Fernando Sabino.  Não por acaso, a Vanessa, do Fio de Ariadne, propôs uma blogagem coletiva na qual cada um escreveria um pouco sobre seu autor preferido. Mentalmente, tive que fazer uma pequena lista, na qual grandes nomes figuraram, para decidir sobre quem deveria escrever, uma vez que vários autores me cativaram de alguma forma e seriam merecedores da homenagem, então demorou um pouco até que decidisse por Agatha Christie.

 

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“Nascida Agatha Mary Clarissa Miller em 15 de Setembro de 1890, Agatha Christie é conhecida pelo mundo como a Rainha do Crime. Os seus livros venderam mais de um bilhão de cópias em inglês, além de outro bilhão em línguas estrangeiras. Autora de oitenta romances policiais e coleções de pequenas histórias, dezenove peças e seis romances escritos sob o nome de Mary Westmacott. Agatha foi pioneira ao fazer com que os desfechos de seus livros fossem extremamente impressionantes e inesperados, sendo praticamente impossível ao leitor descobrir quem é o assassino. (…) Em 1971 recebeu o título de Dama da Ordem do Império Britânico. Agatha Christie morreu em 12 de janeiro de 1976, aos 85 anos de idade, de causas naturais, em sua residência - Winterbrook, em Wallingford, Oxfordshire”. Wikipédia.pt

 

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Foi estranho o modo como conheci Agatha Christie. Estava escolhendo um livro na biblioteca da escola – ou muito me engano ou devia ser o ano de 98 – e me deparei com “Sócios no Crime”. Não sei explicar direito, mas às vezes tenho a impressão de ter, de antemão, conhecimento de algo que ainda não conheço. Confuso? É sim, mas já aconteceu algumas vezes, e sempre com algo que depois passei a admirar ou gostar muito: Bob Dylan, Júlio Verne, Agatha Christie, entre outros. É como se esses nomes ou coisas fossem tão fortes e presentes que sempre tive ciência de suas existências. Mas não importa – ao menos não agora.

 

Acabei levando Sócios do Crime para casa e o li em dois dias. Depois me tornei um leitor compulsivo, e não demorou muito para esgotar todas as possibilidades que tinha na pequena biblioteca da escola, tendo como companheiros de toda tarde Tommy e Tupence Beresford, Miss Marple e Poirot, saboreando suas aventuras no aconchego do meu quarto.

 

Nenhum livro me impressionou tanto quanto O Caso dos Dez Negrinhos – que se chamava assim na época que o li, mas me parece que mudaram seu título por alguns o considerarem politicamente incorreto. Juro que, enquanto o lia, mudei minha cama para o canto do quarto e passei a dormir com as costas na parede e de olho na porta. Normal, se se considerar que todo mundo no livro começou a morrer e nem sinal do assassino. Sem dúvida é meu livro preferido de Agatha Christie, e o efeito que teve sobre mim se manteve o mesmo nas segunda e terceira leitura.

 

Por falar nisso, se os livro de Christie possuem um problema é o do replay. Como todo livro de suspense e/ou policial o prazer da segunda leitura é quase que completamente minado pela eliminação do fator surpresa. Saber o desfecho de antemão não torna uma obra pior, mas faz com que se perca um pouco do sabor que somente os livros deste gênero tem. Atribuem a Eugênio Mohallem a seguinte frase: “No Líbano, os livros são lidos de trás para frente. É por isso que Agatha Christie não vende nada por lá”. A grosso modo faz sentido, até se se considerar que uma segunda leitura sempre começa pelo término de uma primeira. Mesmo assim reli quase tudo de Agatha Christie que me passou pelas mãos, e mesmo já sabendo o final e tudo o que aconteceria, saboreei cada página, cada momento de suspense e cada clímax antes da revelação final.

 

Calculo que tudo que li não corresponde nem a 40% do que a autora escreveu – cerca de 100 livros – portanto minha dívida é grande. Mas sempre é tempo de por as células cinzentas para funcionar e acompanhar uma obra da Rainha do Crime. E, claro, se surpreender.

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Sobre o Nobel de Literatura

Herta Mueller foi a ganhadora do Nobel de Literatura deste ano. Ao saber da notícia, fiz a mim mesmo uma pergunta que muitos devem ter, intimamente, se feito: Quem?? Até mesmo publiquei no Bazar um post sobre isso, ao qual a Elaine – do Profe Elaine – me respondeu, via Twitter, que “Herta Mueller é conhecida por obras como Terra de Ameixas Verdes dedicada a amigos romenos mortos no governo de Ceausescu”.


Isso me alertou que estava torcendo o nariz antes de provar o xarope, e me fez pensar sobre quais critérios são levados em consideração para se definir um ganhador do prêmio Nobel, uma vez que ano a ano somos surpreendidos, salvo algumas exceções, com um nome que não fazemos idéia de quem seja.
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Herta Müller (Nitchidorf, Timis, 17 de agosto de 1953) é uma escritora, poetisa e ensaísta alemã nascida na Romênia. Destaca-se pelos seus relatos acerca das duríssimas condições de vida na Roménia sob o regime político comunista de  Nicolae Ceauşescu. Foi casada com o escritor Richard Wagner. Foi galardoada com o Nobel de Literatura de 2009 por "com a densidade da sua poesia e a franqueza da sua prosa, retratar o universo dos desapossados”. Wikipédia
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Nem precisei pensar muito sobre o assunto e uma bem vinda luz surgiu sobre o caso. O USA Today publicou uma excelente reportagem em sua versão online intitulada “Nobel literature prize goes to little-known European writer” (Prêmio Nobel de Literatura vai para uma pouco conhecida escritora européia, numa tradução livre e num inglês de rpg). Nele, questionam os critérios de seleção da Academia Sueca, dizendo que, como apontou um membro da mesma na última terça-feira “a comissão pode ser bem eurocêntrica”. No ano passado, “’o então secretário permanente Horace Engdahl declarou sem rodeios que os europeus tendem a ganhar porque eles merecem a vitória, especialmente em relação aos americanos’, a quem Engdahl rejeitou como ‘muito sensíveis à evolução da sua própria cultura de massa’".  O secretário permanente da academia Peter Englund chegou mesmo a reconhecer que os membros da academia se “relacionam mais facilmente a literatura escrita na Europa e na tradição européia”. Triste.

Chad Post, diretor da Open Letter Books, diz que “em um determinado ano, pode-se chegar a uma lista de 10-20 escritores de todo o mundo que são merecedores do prêmio, mas, em seguida, ele tende a ir para alguém de que ninguém está mesmo falando", o que mostra que ter um nome bem estabelecido no cenário não é fator determinante para uma eventual eleção.

Para o jornal, a escolha de Mueller faz sentido por estar “de acordo com um objetivo declarado por Engdahl ano passado, mas executada esporadicamente: ‘O objetivo do prêmio é torná-los famosos", disse ele, ‘isso quando eles já não são famosos.’" Porém, se este objetivo tem a ver com vendas, ele não está sendo atingido em sua totalidade, pois nem todos os ganhadores passaram a vender mais – comparativamente à publicidade gerada por um Nobel – depois de declarados vencedores, e muitos dos menos conhecidos vencedores estão atualmente com boa parte das obras – traduzidas para o inglês – fora de catálogo, como é o caso de Mueller.

Mas as polêmicas devem ser deixadas de lado. Não se pode menosprezar a obra de Mueller e o prêmio que recebeu apenas pelo fato de ela não vender como Dan Brown. Acredito piamente que qualidade nada tem a ver com popularidade.

Se Mueller mereceu o Nobel, e os US$ 1,4 milhões quem vêm com ele, cabe a cada um de seus leitores dizer. Se não é um leitor, como eu, o melhor é deixar os preconceitos de lado e procurar ler algo dela. É o que vou fazer.

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O post original: Nobel literature prize goes to little-known European writer - By Hillel Italie, AP National Writer

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O Melhor do Mundo

Ontem me lembrei de um livro que terminei de ler faz um bom tempo. É incrível como você descobre um clássico todo seu nas obras pelas quais você apostaria que, se muito, lhe trariam alguns dias de parco entretenimento.

Foi assim com Réquiem em L.A. Recordando suas páginas, percebo que passei a admirar Elvis Cole, ou "O Melhor do Mundo", como ele prefere ser chamado. Ponto para Robert Crais, seu criador, tido como o novo Raymond Chandler. Pessoalmente acho estas comparações ridículas, já devem existir meia centena de novos Raymond Chandlers por aí.

Elvis Cole é um filho da mãe convencido ao mesmo tempo em que é o cara mais legal do planeta. E me fez perceber sua grandeza dizendo que "Vale a pena chorar pelo coração humano, mesmo que de ônix".

Faz mais sentido lendo o livro. Escreverei a respeito dele em breve.

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Na minha cama

Ultimamente muitas pessoas tem dormido na minha cama. Ontem, por exemplo, tive de dividi-la com meu orientador do TCC e algumas pendências do trabalho. Ficou pequena.

Se tem algo que não consigo fazer é separar as coisas. Há quem diga que divide seu tempo de acordo com a forma que dele faz uso, ou seja: preocupações do trabalho no trabalho, problemas de casa em casa. Eu não sou assim. Quando me deparo com um problema fico atormentado por ele até que o resolva, o pior é que as vezes isso pode levar um tempo, e até lá tenho de dividir a cama, e partilhar a falta de sono.

A monografia que tenho que entregar no fim do ano tem sido citada frequentemente por aqui, e não é para menos: estou preocupado em se darei ou não conta do recado. Justamente por isso meu orientador tem sido frequentador assíduo, sempre me fazendo uma visita inoportuna. Passo a noite pensando, tentando entender todo o emaranhado de leis que li durante o dia. 4320/64 e 101/2000 são números que não me deixam mais em paz.

Preciso urgentemente de uma válvula de escape, mas estou sem tempo para ler. Por falar nisso, há algumas semanas terminei "O Terceiro Travesseiro". Foi o último livro que li até que termine minha monografia. A palavra de ordem agora é foco. Talvez assim expulse toda esta gente de lá.

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3 Selos

Já falei aqui e no Twitter que ando sem tempo para me dedicar mais ao blog, graças à monografia que tenho que entregar no fim do ano.

Por isso, acabei ficando em dívida com amigos que me ofertaram alguns selos durante este período, no qual não pude postar a respeito. Então vamos lá:




Recebi este selo da Mylla Galvão, do blog Idéias de Milene. O mimo vem com um meme chamado  "O blog e eu", que traz as seguintes questões:
 
1- Tem algum (ou mais de um) blog que te ajudou a blogar quando iniciou (dica, receptividade, incentivos)?

Bom, quando comecei fui muito recebido, principalmente, por quatro pessoas: o Rodrigo Saling, do blog Rodrigo.Saling, a Tine Araújo, que infelizmente não escreve mais em blogs, assim como a Ester, e a Vanessa Anacleto, do Fio de Ariadne.  Aliás, foi através do Fio de Ariadne que conheci praticamente todos os blogs que sigo regularmente. Muitos sites foram uma grande fonte de dicas, mas destaco o Usuário Compulsivo como a mais importante delas.

2- Qual foi a sua fonte inspiradora?

Creio que não tive uma, ou não sei definí-la. Comecei meio que por terapia, como contei aqui, e estou escrevendo até hoje.

3- Blogar é muito gratificante quando...

Quando se recebe o feedback dos leitores. Lembro que nos primeiros comentários que recebi eu pensava comigo: "Não acredito que alguém me leia!", e com o passar do tempo tenho quase a mesma reação. Ainda é estranho saber que tenho leitores fiéis que muito agregam ao que aqui escrevo com seus comentários.

4- Quanto tempo você dedica ao seu blog? Em que horário gosta de blogar?

Com certeza dedico menos tempo do que gostaria. Por outro lado, dizem que uma escassez de posts garantem a manutenção de uma - questionável - qualidade. Não tenho um horário específico para blogar, costumo fazê-lo sempre que tenho alguma idéia e encontro tempo disponível para postar. Um grande exemplo disso é meu blog de ficção, o Crônicas da Montanha da Neblina, que não tem um post novo há algum tempo. Mas neste caso a culpa é do tempo mesmo. A idéia eu tenho, só preciso encontrar um tempo para publicar. Em parte pela escassez de tempo, e também devido ao fluxo de idéias que tenho e que não combinariam com este blog, criei um blog no Tumblr, que permite postar sem complicações, é só dar um clique e pronto. Podem acessá-lo aqui.

5- O mundo da blogosfera seria melhor se...

Se houvesse menos vaidade e orgulho, e mais simancol.




Recebi do Marcelo do Abrazar La Vida. Indico para todos o blogs que eu leio e que estão linkados aí do lado, pois são muito especiais para mim.





Este selo a Sandra, do blog Curiosa, está oferecendo aos seus leitores em comemoração das 20.000 visitas que seu blog recebeu. Parabéns Sandra.

Amanhã tem post  novo - espero.

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BC - Como você escolhe seus amigos?

A Mylla Galvão propôs esta blogagem coletiva em comemoração aos seis meses de seu blog Idéias de Milene. O tema é mais complexo do que parece: Como você escolhe seus amigos?




Ou muito me engano ou foi Vinícius de Moraes quem disse que "Amigos a gente não faz, reconhece-os". Esta frase se aplica a mim com uma propriedade quase absurda, tamanha a sua exatidão. A todos aqueles que tentei imprimir uma amizade forçada a coisa não deu certo e desandou, no entanto, surgiram no decorrer da vida algumas amizades inesperadas, de onde jamais imaginei que floresceria coisa alguma.

Um bom exemplo disso foi o surgimento de algumas importantes amizades dentro da faculdade,  de forma natural e espontânea, pessoas que sinto como se as conhecesse desde à infância, e que aos poucos preencheram as lacunas que a vida se encarregou de abrir. E também os amigos virtuais, que são mais recentes em minha vida, mas que já ocupam um lugar especial, por todo o carinho que tenho recebido.

Porém, ao longo do tempo diversos episódios me frustraram, talvez por eu esperar muito das pessoas - ou esperar de meus amigos o mesmo tratamento que lhes dedico, o fato é que diversas vezes saí ferido destas situações. E quando uma amizade é ferida não há muito o que se fazer: você pode conversar, por panos quentes, perdoar, mas jamais será como antes.

Em algum lugar, vi ou ouvi, não me recordo, que amizade é um caso de amor. Concordo. Muito me ofendi no lugar de amigos, fiquei triste e preocupado por que assim se sentiam, e feliz da mesma forma. Se os amo? Sim, alguns mais outros menos, uns são mais difiíceis de compreender - e aí entra a fina arte de ser amigo; outros prestimosos, que te conhecem tanto que são capazes de te compreender apenas pelo olhar.

Sinceramente creio não ser possível escolher as amizades. Não é tão simples. Não é apenas olhar uma pessoa, apontar o dedo e dizer: "Serei seu amigo!". Tal sentimento "nasce", mas, para isso, é necessário que se tenha um terreno propício, ou apenas espinhos brotarão.

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Vida de Escritor

A Vanessa, do blog Fio de Ariadne, está propondo a Blogagem Coletiva Vida de Escritor, que ocorrerá no dia 12 de outubro, aniversário de Fernando Sabino. A ideia é, segundo a Vanessa, "reunir os amigos de blog para falar sobre ele [Sabino] e outros escritores que gostamos de ler e, mesmo que em sonho, gostariamos de ser."




Caso queira participar, deixe um comentário avisando da sua participação no post lá no Fio de Ariadne - até o dia 09 de outubro - pegue o selo da blogagem e leve para o seu blog. Então, no dia 12 de outubro, escreva "sobre seu autor preferido, vale citar trechos da obra, contar a vida, colar fotos e imagens. Escreva sobre aquele ou aquela que conta histórias com perfeição, do jeito que você sempre quis contar."

É uma grande oportunidade de prestar uma homenagem àquele que tanto te "presenteou" com suas obras, e de dividir com seus amigos leitores seu escritor favorito.

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Hoje, depois de ontem

O dia seguinte a um dia ruim pode ser pior ou melhor, e muito disso depende de você.

Optei por ter um bom dia, já que na quinta tenho que entregar o primeiro capítulo da minha monografia, e, se preciso de algo agora, é de disposição.

Na minha sala fica a máquina de xerox, então a presença de pessoas aqui é constante, num entra e sai que dura o dia todo. Hoje de manhã, logo ao chegar encontro a sala vazia, mas a máquina de xerox aberta dava sinais de que alguém havia partido em busca de papel. Sobre minha mesa havia um MP4, ligado, e como estava na minha mesa resolvi ouvir o que estava tocando (deturpação dos direitos mode on).

O som me levou de volta aos anos 80 sem eu sequer ter conscientemente vivido neles, pois nasci em 86 e de pouco ou nada me lembro. Chegou a me empolgar um pouco, mas não muito. Quando o dono do MP4 voltou me pegou no flagra, mas não fez cara feia - melhor assim. Perguntei de quem era a música, ele me disse que era do A-Ha. Como fiz cara de surpreso, do tipo "A-Ha ainda existe. E no interior paulista?", ele  logo emendou: "É, o A-Ha, lembra? Eles até lançaram um cd novo este ano, o Foot of the Mountain". Fiquei com cara de parede. Uma coisa é uma música do A-Ha estar na playlist de um MP4 no interior paulista, outra, bastante diferente, é existir um fã do A-Ha no interior paulista. Pelo jeito, muito mais pessoas curtem synthpop do que eu imaginava. Ou talvez eu seja mais ignorante do que imagino. Tanto faz.

Decidi ouvir o Foot of the Mountain. Depois que, claro, me cansar de Secret, the Profane and the Sugarcane. Vai demorar um pouco.

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É a vida

Dias como o de hoje me fazem detestar meu trabalho. Tive de desempenhar uma de minhas atribuições, que, sem sombra de dúvida, odeio profundamente.

Não é fácil encarar um pai jovem - pouca coisa mais velho que eu,  de olhos vermelhos, voz baixa, quase um sussurro e uma tremenda cara de derrota, - sentado na sua frente, negociando o pagamento do serviço de sepultamento de uma filha que nem chegou a nascer.

Não é humano olhar no fundo daqueles olhos, citar a lei que institui a cobrança e dizer um preço.

É terrível, mediante o espanto, devido ao alto valor cobrado, oferecer um parcelamento.

Me sinto menos humano, quase lixo.

Lembro dos momentos nos quais reclamo da minha vida e percebo o quanto eu sou feliz, e burro, por não perceber isso sempre.

É a vida.

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